quinta-feira, 16 de maio de 2013

Esfriamento/aquecimento global e a ‘dança da manivela’



MARCOS DANTAS - A mídia alarmentista estupra a cada dia os ouvidos de milhões de pessoas despejando o sêmen do medo, da intranquilidade no útero carente de notícias de indefesos cidadãos do mundo inteiro. Entre tantas e tantas pautas diárias, o aquecimento global ocupou amplo espaço nos noticiários em todos os quadrantes deste planeta que deveria chamar-se Água. A área da climatologia, como em todas as áreas, existe os bons e maus profissionais, portanto os cientistas (raríssima exceção) sabem que ‘todo homem tem seu preço’, que prove ao contrário a maioria dos políticos e dos que adulteram o leite ou seja lá qual for o produto ou bem de consumo(...). Saliento que o toque de ‘deboche’ para falar de algo tão sério, é em protesto à censura imposta para o ENEM/2014 que eliminará a criatividade, a arte do deboche saudável nas redações, sem o resultado cínico dos debochadores do povo, dissimulados na classe política.

Assim a ‘bobotéia’ (platéia de bobos) acreditou esses anos todos em um aquecimento global ‘fabricado em luxuosos escritórios e estúdios cinematográficos’. Mas desde o ano passado que o ‘aquecimento global é desmentido’ mas só agora é que a grande(?) imprensa, noticia o fato. Para se ter ideia, a principal revista dos estadunidenses (New York Times) estampou na capa de uma das suas edições no ano de 1976 que nos próximos anos ocorreria o esfriamento do planeta a tal grau que se retornaria à ‘era do gelo’. “O que se tem visto é que os lugares que sempre foram secos e quentes, ou gelados, continuam da mesma forma ao longo de todos esses anos”. O que dizer do deserto do Saara, e das nevascas em muitos países do hemisfério norte, e na Europa?

Passaram-se três décadas e nada do publicado pela revista, segundo os cientistas da época, aconteceu; então de virada, uma nova ‘propaganda alarmentista’ passou figurar nas manchetes internacionais, o aquecimento global. Igualmente nos anos passados, novos elementos de pesquisas foram ‘elaborados’ para levar a público uma catástrofe sem precedente na história. Pesquisadores independentes, ou seja, àqueles não pertencentes a institutos sustentados por algum governo ou grupo econômico dominante, interessado no superesfriamento ou superaquecimento global, afirmam que esse processo quente-frio no planeta “é próprio dele” e, por isso fica descartada a afirmativa de que a interferência humana influencie no clima global. Dia desses, em um site de determinada ONG, de acordo ao programa, fiz uma projeção de sustentabilidade mediante a modesta vida que levo, e fiquei pasmado ao ver o resultado: eu precisaria de 2,25 planeta terra para continuar vivendo... é uma total paranóia! 

É claro que nem por isso se devem abandonar as questões ambientais, é preciso estimular a consciência da sustentabilidade, pois os projetos em curso (tratamento de esgotos, aterros-sanitários, áreas de preservação permanente, reciclagem do resíduo sólido, controle do agrotóxico e da poluição industrial, etc.) são importantes para defender e preservar o ambiente em que se vive. Deixar a rua, o quarteirão, o bairro, a cidade, melhor do que encontramos para nossos filhos, netos, bisnetos... Ainda segundo esses pesquisadores independentes, a atividade econômica/industrial no planeta desde que, obedecendo ao mínimo das normas e técnicas ambientais para que não cause risco ao homem (fauna/flora), ela é benéfica ao planeta “pois quanto mais carbono na atmosfera, mais o planeta é estimulado ao afloramento de recursos que absorvem o CO2 (dióxido de carbono) e isto se traduz em uma terra cada vez mais produtiva. Diante dos fatos, chegamos a conclusão de que as ‘hecatombes’ do esfriamento e do aquecimento global tem muito e tudo a ver com Hollywood onde ‘rios’ de dólares inundam a indústria cinematográfica.

Fato é que, nesta atmosfera humana não sabemos mais em quem ou em quê acreditar. Não temos mais a segurança de afirmar se isto é mesmo isto, e se aquilo é mesmo aquilo... Enquanto a ONU (Organização das Nações Unidas) investiga a veracidade das denúncias sobre manipulação de dados quanto ao ‘escândalo do clima’ continuemos assistindo, de preferência, sentados, esse blá-blá que, se quisermos podemos aplicar o melô com a ‘dança da manivela’ dizendo que: aqui tá quente, aqui tá frio, muito quente, aqui tá frio, aqui tá quente, aqui tá frio, muito quente, aqui tá frio(...).

SUGIRO AO LEITOR QUE ACESSE ESSES LINKS E TIREM SUA CONCLUSÃO:

domingo, 28 de abril de 2013

Enquanto isso na sala de ‘in-justiça’ da CDH e Minorias...



...EM CAMPANHA POLÍTICA ‘SE FAZ O DIABO’. ASSIM SENDO, QUEM NÃO TIVER PECADO, QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA...

MARCOS DANTAS - É mesmo que ‘cantiga de grilo’ o que já se ouviu falar do pastor/deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP). Referido deputado que era apenas conhecido por seus eleitores no colégio eleitoral paulista e por membros de uma das vertentes da igreja (Assembléia de Deus) a qual faz parte, depois que foi eleito presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, ganhou notoriedade ‘gratuita’ em todo Brasil e, fora dele, pela sua postura controvertida frente a uma Comissão ‘espinhosa’ de ser presidida especialmente para quem tem pontos definidos dentre outros temas “união civil de pessoas do mesmo sexo”, “negritude”, etc...

Entre tantas falas e ‘desfalas’ do Marco Feliciano destaca-se a que ele se justifica afirmando que uma coisa é ele falando como (deputado) presidente da CDH e Minorias, e outra coisa é ele falando como pastor... se é possível separar o homem de suas falas de acordo o seu ofício do momento então não sei por que de tanta falação sobre quem depois do seu envolvimento com os percalços com tal Comissão, ostenta mais notoriedade que a presidente Dilma e outros pré-candidatos ao Planalto em 2014. Injustiças à parte, este artigo cita o nome do deputado nada menos que onze vezes, e assim ele ganha mais um ponto...

A CDH e Minorias é uma bucha de canhão, e os partidões ratearam as comissões ‘mais importantes’ entre si, restando justamente a de Direitos Humanos (importante para a MAIORIA das MINORIAS) para o PSC do Feliciano. Aí começou a ‘ladainha’ sem fim. Não defendo e nem acuso o pastor/deputado Marco Feliciano, até porque ele tem o direito de está presidente da Comissão, pois fora eleito ‘rateadamente’, digo, democraticamente pelos seus pares lá em Brasília. Admirei sua firmeza em dizer que renunciaria seu direito de dirigir a CDH e Minorias, se também os ‘mensaleiros condenados’ renunciassem seus postos na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Ponto para o Feliciano!

Do lado de cá, por trás do teclado do meu PC, frente a esta tela fria do monitor, continuo me perguntando o quê faz um pastor metido com a política. Será que querem ‘religiosijar’ a política, ou ‘politicalizar’ a religião? Essa prática tem demonstrado ao longo do tempo que as duas versões são fatos. Porém, isto não seria tão escandaloso se não fosse a mistura, a mística que se cria em torno de nomes de ‘escolhidos’ como se fossem salvadores ungidos da pátria, ávidos ou bem pagos para defenderem a denominação ‘a’ ou ‘b’ através dos palanques, digo púlpitos, nestas igrejas que estão mais para votação que evangelização. O DEUS criador dos Céus e da Terra (Gênesis 1:1) carece de bancada evangélica para defender ou respaldar a sua Obra?

Contudo, pelo sim, pelo não, o até outro dia desconhecido Marco Feliciano que engrossava o número de deputados que compunha a ‘bancada evangélica’ virou manchete em todos os noticiários. O que de início parecia o fim da sua neo-carreira política, fritado pela pressão dos grupos representativos das minorias, isto se tornou a alavanca de sucesso para o marketing político do deputado que, igualmente o número de defensores do casamento entre sexos iguais, e ‘pedem a cabeça’ de Feliciano, também o número de religiosos que defendem a irreversível posição do presidente da CDH e Minorias em não renunciar ao cargo, e ainda avalizam suas declarações consideradas homofóbicas e racistas, talvez supere em número contrário à permanência de Feliciano na Comissão.

Enquanto a população se distrai com a digladiação entre ‘as minorias’ e os evangélicos, os atos duvidosos da maioria, a barganha política ascende por trás das cortinas no centro do poder em Brasília. Quanto aos projetos, as discussões na Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, ficam em segundo, terceiro, ou quarto plano; o que importa é o PSC ou seja lá que ‘p’ fosse, continuar sentado no trono, possesso pelo poder em detrimento às causas públicas. O partido e o deputado visualizaram rapidamente que o lucro com o debate que ganhou proporções negativas e que logo fora convertida em fator positivo (marketing) sobrepõe os anseios e o direito de cada um(a) fazer o que bem entender da sua vida, bem como o próprio Feliciano e todos que pensam igual a ele, também de pensarem e acreditarem assim.

O que não pode é, as parcelas da sociedade envolvidas nesta ‘batalha’ entrarem no ringue enquanto Feliciano e mais 512 colegas (raríssima exceção) se locupletam na orgia política que o cargo lhes proporcionam e que todos sabem da mordomia em que esses representantes do povo (maioria pobre) vive na capital federal. Aliás, a orgia política contaminou geral, pois faltando praticamente dois anos para as eleições de 2014, a campanha política se não ganhou as ruas ainda, porém a mídia nacional já virou palanque dos tais; mas como disse a própria presidente Dilma, em campanha política ‘se faz o diabo’. Assim sendo, quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra, tanto em Feliciano, quanto nas minorias que buscam apoio nos Direitos Humanos e nos que necessitam da tramitação de processos na CDH para terem seus problemas resolvidos.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A quem pertence, e quanto custa a notícia?


RESPEITEM A PEQUENA IMPRENSA, POIS A “GRANDE” NEM SABE DA SUA EXISTÊNCIA

MARCOS DANTAS - Entre uma frase e outra eis que surge uma notícia. Estou falando da informação escrita publicada em papel (jornal tradicional) ou em páginas virtuais (internet), fabulosa, mas ainda inacessível à maioria. Temida por muitos, a internet é ferramenta indispensável e porta de liberdade para todos... Mas, e a notícia, o controle desta, a quem pertence? Resposta: pertence a quem se interessa por ela. Pertence aqueles que se sentem mais do que meras criaturas de engrossamento do índice populacional da comunidade em que mora. Sem dúvida que um bom número de pessoas amadureceu no decorrer dos anos e exige notícia de qualidade, no entanto, a maioria prefere continuar “novelado” pois se manter informado é exigir demais para quem é satisfeito com programas de auditórios e BBBs.

Quem é da área, sabe que ‘fazer’ imprensa no interior é difícil. Primeiro que, antes do veículo de comunicação servir de canal para levar a informação ao público, ele precisa se manter e sustentar economicamente quem o representa, ou seja, quem o faz existir. Daí, percebe-se que a notícia tem um custo como qualquer produto nas prateleiras seja em uma pequena mercearia ou em exposição em um grande shopping. Igualmente a quem produz os bens de consumo e recebe por esse trabalho de produção, quem também produz a comunicação tem o direito sagrado de ganhar pelo que gera. Cabe ao consumidor de informação regular o ‘mercado’ noticioso pelo que quer consumir, notícia de boa qualidade, pagando por isso, ou deixar que a ‘notícia de terceira’ lhe chegue com porte pago por “interessados”.

Para pagar a quem leva notícia, sobram as prefeituras, porém, a maior parte dos gestores não respeita o princípio de liberdade de expressão e, ao acordar com um veículo de comunicação para que veicule algum informativo da referida administração, fica subentendido que, a partir daquele instante o tal veículo torna-se impedido de explorar qualquer assunto que não seja “determinado” de forma oficial. Até alguns auxiliares da administração se acham no direito de “policiar” e interferir na linha editorial. A solução para que as comunidades possam ter em seu seio uma imprensa livre é pagar pela informação. Uma fonte importante para possibilitar a existência de um veículo alternativo de comunicação é o comércio ao respaldá-lo com as publicidades de acordo o projeto de marketing da empresa. Por outro lado, não permite que o meio de comunicação fique a mercê do faturamento oficial que o impossibilita de questionar mesmo construtivamente quem o está pagando.

Fora isso, os consumidores de mídia alternativa poderiam pagar um preço simbólico (R$ 1,00) pelo exemplar de jornal alternativo. Isto garantiria a sobrevivência do veículo e mostraria aos mandatários antidemocráticos que eles estão prefeitos e que não são perfeitos a ponto de administrarem impecavelmente sem a ajuda crítica de um jornal, por exemplo. E por falar nisso, o administrador precisa ter em mente que o dinheiro que paga a determinado veículo de comunicação, é público, portando, deve divulgar os atos da administração, mas também deve ser a voz do povo para reclamar aquilo que não vai bem. Em todos os lugares, prefeitos e auxiliares acreditam que ao terem contrato com o meio de comunicação, automaticamente, passa a ser “propriedade” destes e que podem determinar o que deve ou não ser publicado, sob pena de corte do pagamento. Fazem a chantagem pois sabem que o povo não pagará pela informação e que o veículo de comunicação precisa de referida verba para se manter; uma triste realidade.

Nestas circunstâncias só resta a pergunta: fazer o quê, se o direito democrático à informação continua intimamente ligado ao poder político/econômico? Manter uma imprensa livre sem algum grupo ou pessoa pagar, é quase impossível. Manter uma imprensa atrelada, viciada ao molde feudal chega ser repugnante. O que pode ser a luz no fim do túnel para a imprensa interiorana é o cultivo de uma pauta que explore as políticas públicas, despertando assim o interesse da comunidade que pode começar a valorizar a produção de informação, pagando por esta. Para os que detêm o cargo de mandatários maiores nos municípios seria bom que refletissem sobre o direito democrático de bem informar e de ser informado, e que, vossas senhorias querendo ou não, de “biquinho” ou não, mesmo com as dificuldades a mídia alternativa existirá e continuará formando opinião. Por isso, RESPEITEM a pequena imprensa nas suas cidades, pois a “grande” nem sabe das suas existências.

segunda-feira, 11 de março de 2013

O ‘chafurdismo’ em tempos de ‘barbosismo’


MARCOS DANTAS - Existem termos poucos usados e, portanto desconhecido da maioria dos brasileiros, quem sabe até mesmo do repórter de um jornal que ouviu do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, que além de chamar o profissional de palhaço, ainda mandou que este fosse “chafurdar no lixo”.

Confesso que se não fosse o todo poderoso presidente da corte maior da nação, até o momento eu não saberia o que era chafurdar. Considerando a ordem dada pelo ministro, então pensei no verbo...
Eu (não) chafurdo
Tu chafurdas
Ele chafurda
Nós (menos eu) chafurdamos
Vós chafurdais
Eles chafurdam

“Vá chafurdar no lixo” não seria um mando inusitado se este fizesse referência aos porcos que, ‘escreveu não leu’, estão chafurdando no lixo, no lamaçal, etc. O tratamento ríspido de Joaquim Barbosa ao seu interlocutor foi justificado em nota de sua assessoria, que o ministro do Supremo estava exausto e ainda com fortes dores nas costas.

Pensando no cansaço e nas dores do Ministro e nas perguntas do repórter, bem como no silêncio de Joaquim Barbosa (após a relatoria do mensalão) quanto a ‘defesa do seu nome para presidente’ em 2014. Mas, supondo que o chefe do STF entrasse na onda da política, fico a imaginar sendo ele eleito presidente da República... sua reação ao assédio da ‘imprença’, bem como o emaranhado partidário que ele teria que brindar com cargos em troca de apoio no Congresso. E pensar que o seu cansaço e as dores lombares aumentariam tanto...

Mas em tempos de escassez de gente séria para assumir de fato uma liderança forte na esfera política tanto aqui, como em outros países, eleger comediantes, ministros do Supremo, palhaços, atletas de artes marciais, jogadores de futebol, pugilistas, cantores de forró... é mais que normal para quem por toda vida é tratado como se fosse palhaço (pejorativo), os brasileiros e brasileiras que em sua maioria, pensa pouco na hora de votar; assim, ano que vem (2014) teremos mais um teste nas urnas.

O discurso para angariar votos deve ser o básico, nem precisa falar de projetos, basta dizer que mandará políticos profissionais para casa (cadeia). Contar algumas piadas, satirizar o próprio cargo para o qual pretende ser eleito, falar qualquer coisa que agrade a maioria dos torcedores de algum time grande, em resumo, falar o que a maioria quer escutar, é o bastante para o eleitorado ungir este ou aquela para salvar a pátria.  

É hora de se começar a chafurdar! Não no lixo, mas na nossa consciência, em nossas memórias, com a intenção de não se permitir sermos o ‘lixo eleitoral’ no qual a cada pleito os politiqueiros plantonistas reviram para garantir a sua subsistência a exemplo de um deputado federal contrário ao fim dos 14º e 15º salários, pois o fim destes tirou-lhe a condição de atender eleitores que lotavam seu gabinete todos os dias em buscas de doações, inclusive de caixões de defuntos...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Yoani Sanchez, a serviço de quem?



MARCOS DANTAS - O poder é embriagador, isto para qualquer pessoa em qualquer parte do mundo, inclusive em Cuba. A Revolução Cubana liderada por Fidel Castro foi uma grande conquista para a Ilha. Fidel e demais companheiros fizeram o melhor pelo seu povo. Cuba era uma espécie de 'zona' para os EUA, aliás, referido País mudou um pouco, mas trata a todos os outros como 'zona' para colonização.

O tempo passou, as coisas mudaram, aumentou o bloqueio econômico a Cuba, algo terrível para a população, porém o governo da Ilha buscou outros meios de compensação para os cubanos, de modo que, pelo que se sabe, a maioria não quer sair de Cuba. Certamente que a ‘briga’ entre Fidel e os EUA é algo muito além da esfera de governo, deve-se considerar a ideologia de Castro...

Quanto a blogueira Yoani Sanchez, ela tem o direito de expressão, se financiada pelos EUA ou não, isto é problema dela. Como também é problema da maioria que se sente bem por lá da maneira que vive senão já teria surgido outros 'fideis' para derrotar os castros. É condenável a perpetuação dos irmãos castros no poder, e a pergunta é, será que o governo revolucionário não tem mais homens ou mulheres capazes de zelar pela integridade cubana? Se a mão-de-ferro castrina pesa sobre os ilhéus e sobre a Yoani Sanchez, que se organizem e assumam o poder a exemplo de outras ditaduras recém-caídas. 

Para nós de cá, que vivemos numa quase 'anarquia democrática' é complicado defender ou acusar o regime cubano. Defender é dizer sim à cassação de direitos fundamentais necessários aos cidadãos. Acusar é dizer sim à política colonialista dos EUA que se coloca como juiz de todo o mundo, uma superpotência(?) capaz de reduzir a pó aqueles que se opõem ao seu regime 'ditatorial capitalista-selvagem' do qual o que é ruim para eles é bom para o resto do mundo, e vice-versa.

Confuso mesmo é grupos ligados a 'esquerda' brasileira protestar contra Yoani Sanchez, e grupos ligados a 'direita' apoiá-la... No frigir dos ovos todos têm razão, Yoani Sanchez, bem como o regime fechado de Cuba que é problema dos cubanos contra os EUA... e quanto a anárquica político-partidária (fisiológica) por aqui é um problema dos brasileiros. Com a notoriedade conquistada, Yoani Sanchez, com certeza deve se tornar a líder dos ‘contra-revolucionários’, restando saber, se a serviço do povo cubano, ou na defesa de interesses políticos e econômicos dos EUA ou de qualquer outro governo tirano bem camuflado.

Comum mesmo é a colonização dos EUA sobre o terceiro mundo (emergentes também não escapam), isto é fato para a América Latina, e para todos que consideram a democracia (economia/colonizadora) dos ianques ser modelo para si. Voltando a Yoani Sanchez, tenho minhas dúvidas quanto a sua insurreição contra o regime do seu país... fiquei um tanto pensativo quando ela disse que o Brasil precisa ser mais enérgico em criticar o regime de Fidel que atropela os direitos humanos. Repito, os problemas de Cuba são dos cubanos e das cubanas, e os problemas do Brasil, são dos brasileiros e das brasileiras.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Um Papa sem ‘papo’ na língua critica a hipocrisia religiosa


MARCOS DANTAS - Alguém já disse que quanto mais velhos ficamos, mais solta fica a língua, sem se importar se darão credito ou não. Talvez por isso Bento XVI, de 85 anos, rasgou o verbo em seu primeiro aparecimento em público depois que anunciou que dia 28 de fevereiro deixará o ‘trono vaticanal’. A mística em torno de uma eleição papal é grande e quando se trata de um pleito causado pela renúncia do mandatário da Cúria Romana, então as expectativas e exploração do assunto ainda são maiores. A última abdicação de um papa ocorreu em 1415, por Gregório XII. Considerando que, mesmo eu, não sendo nenhum ‘especialista em vaticano’, ou seja, um vaticanista, no entanto me arrisco neste comentário, diante do que já ouvi e li na imprensa.       

Vale ressaltar que a imprensa, só depois do anúncio da renúncia do Bispo de Roma é que explorou mais detalhadamente sobre determinados assuntos e até sobre a personalidade do alemão Joseph Ratzinger que foi o ‘homem forte’ durante o pontificado de Karol Wojtyła (João Paulo II), com sua marcante personalidade atuou de forma a que o tom conservador na Igreja Católica se sobrepusesse aos interesses da ala progressista. Mas o que me chamou atenção nesses dias de renúncia na capital do catolicismo foi o pronunciamento (homilia) do Pontífice durante a Missa de Cinzas, quando denunciou a “hipocrisia religiosa” e o comportamento dos que buscam somente “aplausos e aprovação”. “Jesus criticou a hipocrisia religiosa de sua época”. Bento XVI estava falando de e para quem?

O chefe maior do Vaticano acumula os cargos de líder político daquele estado, e de líder religioso da mais antiga e maior denominação do cristianismo. Portanto, conhecedor a fundo dos meandros das duas vertentes pelos bastidores do governo papal. Joseph Ratzinger (7,8 anos de papado) conviveu ao lado de Karol Wojtyła (27 anos de papado) desde os seus áureos dias, até os últimos anos de sua vida quando era visível que a sua capacidade física e administrativa já não era igual ao do ‘papa esquiador’.

A forte explicação do Vaticano para a renúncia de Bento XVI, segundo disse o próprio, é a incapacidade física e mental para continuar governando. Tal explicação perdeu peso justamente na ‘quarta de cinzas’ quando Joseph Ratzinger leu por quatro horas, em vários idiomas, a pauta que ele mesmo escreveu, além de ter chegado andando sem auxílio e permanecido de pé firme diante da multidão que o aplaudia. Na verdade a cúpula diretiva do Vaticano não sabe como será a convivência com um ex-papa e outro vigente. Já se sabe que Joseph Ratzinger viverá no Vaticano pois isto manterá sua imunidade contra eventuais processos com relação às denúncias de pedofilia que ele tem sido considerado conivente ao proteger alguns acusados que pertencem ao colégio que o elegeu e que elegerá o seu sucessor. Lembrando que 60% dos cardeais com direito a voto no Conclave foram nomeados por Bento XVI.

Sem medo de errar, qualquer mortal pode afirmar que, uma instituição milenar do nível de poder econômico e influência na maioria das nações (a opinião do Papa se não muda as coisas, forma a opinião de milhões de pessoas) da referida denominação religiosa, por mais mística que seja quanto ao espiritualismo do seu ‘gabinete’, como todas as instituições chefiadas por uma diretoria humana, seria ingenuidade pensar que dentro da mesma não haja a disputa política e mesmo o tráfico de influência, segundo alguns comentaristas, tão temido por alas nem tanto simpáticas a Bento XVI, quanto a sua interferência na eleição do sucessor e no próprio comando da instituição nos próximos cinco ou dez anos para consolidação do ‘projeto’ de Ratzinger, ou mesmo para que não haja modificação por certo tempo.

Ouvindo ainda um renomado especialista em Vaticano e no Direito Canônico, me surpreendi quando este revelou que o DC referenda o direito a qualquer cidadão, não importa sua nacionalidade, desde que professe ser católico apostólico romano, a candidatar-se a Papa. Quem o elegeria ele não deixou claro... já que, pela forma tradicional existe um colégio eleitoral (conclave) para tal fim. A pergunta é: referido colégio teria disposição para aceitar uma disputa entre um leigo e um dos 116 cardeais candidatos naturais deste colégio? Sem dúvida alguma, o jogo de interesse, projetos pessoais e de ‘bancadas’ não podem correr riscos. 

Fato é que, os verdadeiros motivos que levaram Bento XVI a renunciar do pontificado se “para o bem da igreja” é ou não, a real versão, só o tempo ou mesmo o próprio Joseph Ratzinger, que demonstra não ter ‘papo’ na língua, dirá. Se foi sua firme posição contrária a ordenação de mulheres ao sacerdócio, ou a condenação do casamento entre o mesmo sexo, e o aborto; as acusações de pedofilia pesando sobre  integrantes do alto clero, além da freada na teologia da libertação. Porém, a primeira impressão que se tem quando se pensa um pouco sobre as palavras do Papa “estão querendo manipular Deus para seus próprios benefícios”, se não estaria ele querendo dizer que a sua abdicação à chefia da igreja seria para não ser ele (vencido pela idade) manipulado quando sem forças físicas e mentais para tomar ou manter decisões cruciais, talvez lembrando ele dos últimos anos do pontificado do seu antecessor, teme ter que trilhar o mesmo caminho?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Ajuntando o fútil ao desagradável



MARCOS DANTAS - Qualquer semelhança desse texto com o reveillon próximo passado, e com esses dias carnavalescos é mera coincidência...
Era eu de idade tenra quando ouvia os ‘mais velhos’ comentarem – não se tem mais reveillon e carnaval como antigamente – então eu comentava com meus botões – como são cafonas esses velhos. Os dias foram passando, digo os anos... e, quando me vi, cá estava; não tão velho quanto os cafonas da minha juventude, porém julgando a degradação musical das festas ‘reveillinas/carnavalinas/juninas’...

‘Naquele tempo’ as músicas eram de acordo as épocas. Mas de alguns anos pra cá o que se vê é tudo junto e misturado. Muito semelhante ao comportamento, em especial da juventude que, igual à ótica ‘daqueles mais velhos’ que falavam da degeneração juvenil de seu tempo. Se se comparasse a marchinha “Jardineira” anos 50, com “Nega do cabelo duro” anos 80, era patente o declínio no gosto musical. Aliás, gosto é igual a bumbum, cada um tem o seu... e sabe quando e como usa-lo de acordo a necessidade fisiológica requerida.

E por falar em bumbum, (nunca na história deste país) o mesmo fora tão rebolado e cantado. Nem mesmo as chacretes (do Chacrinha) e as boletes (Clube do Bolinha), conseguiram pejorar tanto as nádegas como nessas duas últimas décadas marcadas pela aparição das ‘bundas cantantes’ e rebolantes na boquinha da garrafa e noutras invenções (Tiazinha) tão fúteis quanto as próprias melodias e letras desagradáveis a exemplo do rebolation, aos tímpanos e mentes pensantes. O que dizer em tempos de “Ah se eu te pego”, “Eu quero tcha...”, etc.

É admirável que a exploração audiovisual envolvendo o bumbum feminino é supervalorizada pela maioria das mulheres que, em tempo, são mais que desvalorizada pelo estilo funk que as trata ou compara-as sordidamente a cadelas. Como se não bastasse, dias desses ouvia por acaso uma entrevista com um grupo de moças que classificavam o estilo musical que se apresentavam nos shows como ‘estilo pegadora’, sendo questionada insistentemente por um crítico sobre o estilo de músicas que cantavam e estas respondiam atônitas “tipo assim, estilo pegadora mesmo...”. Ficou o dito pelo não dito.

Eu não sou fã de determinada dupla ‘sertaneja’ que saiu de ‘linha’ e recentemente voltou ao palco, mas atentei para a observação que fizeram durante uma entrevista. “Nossas músicas, diferente de tantas que denigrem a imagem da mulher, falam do quanto elas são importantes para a vida de todos os homens...”. Essas palavras ressoaram forte quando vi algumas jovens dançando um funk além das inúmeras palavras ininteligíveis sobre as mulheres, estas eram bem audíveis “essa bunda é minha, esse peido é meu”. 

Enfim, toda inutilidade artístico-cultural(?) aos olhos de alguns, e que embalam toda festinha(?!) nada mais é que o ajuntamento do fútil ao desagradável. Será que podemos atribuir esta decrescente cultura das massas à influência televisiva pelas telenovelas e programas de auditórios recheados de futilidades, laboratórios para o surgimento de bobagens como big brothers? Porém, até para isto tem platéia.